Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Dependência Química é definida como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após o uso repetido de determinada substância.

Não se pode afirmar que a dependência química tem cura. Apesar de ser considerada uma doença crônica, assim como a hipertensão e a diabetes, quando tratada pode ser controlada. 

Nem todo usuário de drogas é dependente, mas qualquer sujeito que utiliza drogas (lícitas ou ilícitas) pode se tornar um dependente.

Mas o que pode caracterizar a dependência a uma droga?

– Perda de controle do uso, em que o usuário tem dificuldade de interromper e ou cessar o consumo da(s) droga(s), comportando-se de maneira repetida e impulsiva;

– Desejo  incontrolável de usar a droga (fissura);

– Tolerância (necessidade de maiores doses/quantidades para sentir o mesmo efeito obtido anteriormente);

Sendo assim, por meio do foco na contemporaneidade, a abordagem utilizada para o tratamento da dependência química está diretamente relacionada com um modelo psicossocial de saúde. Em razão disso, tratar dessa questão implica levar em conta não somente o viés orgânico e psicológico, como também aspectos econômicos, culturais e sociais que são inerentes a esse fenômeno.

A Abordagem da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), juntamente com suas técnicas, como Questionamento Socrático, Reestruturação Cognitiva e Roleplay, entre outras, tem-se mostrado bastante eficaz e apresentado resultados satisfatórios no diversos transtornos psiquiátricos, entre eles os Transtornos por uso de Substâncias.

Em sessão psicoterápica, na avaliação frente a um paciente que faz uso de substâncias, é importante que se avalie e se caracterize detalhadamente acerca do seu consumo. Com isso, questiona-se sobre drogas consumidas,  motivações do uso, padrão de uso, quantidade utilizada, efeitos obtidos e sentimentos decorrentes após o consumo.

Em psicoterapia, por meio de um ambiente colaborativo e acolhedor, o Psicólogo auxilia o paciente a encontrar e ou descobrir atividades que substituam o prazer proporcionado pela droga, que façam-no adquirir e aprender novos estilos de vida.

Você precisa de ajuda? Procure um Psicólogo especializado.

Cláudia Abraham

Psicóloga CRP 12/16995

  Consultora em Dependência Química

Clínica Fogaça Florianópolis

-Atendimento adolescentes, adultos e idosos-

Contato: (48) 3141-0006 / (48) 9 91818010


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