A Bursite é uma inflamação da Bursa (bolsa pequena de líquido que envolve as articulações e que serve para amortecer os ossos, tecidos musculares e tendões). Muito comum em cotovelos, ombros e joelhos. Ela pode ser aguda ou crônica.

Dor aguda é relacionada a lesão causadora, isto é, deve desaparecer durante o período esperado de recuperação do organismo ao evento que está causando a dor, sendo tratada com analgésicos e suporte terapêutico da causa desencadeante da dor.

Não há um limite preciso estabelecido para sua duração na literatura mundial, variando entre 3 a 6 meses, limite máximo em que a maioria dos autores passa a considerar sua presença como crônica. Contudo, a dor aguda pode ter duração extremamente curta, desde alguns minutos, até a algumas semanas, decorrentes das mais variáveis situações, incluindo causas inflamatórias, causas traumáticas, causas infecciosas, pós-operatórios e procedimentos médicos e terapêuticos em geral.

Dor crônica é considerada por alguns autores aquela com duração maior que 3 meses, ou que ultrapassa o período usual de recuperação esperado para a causa desencadeante da dor (alguns consideram a esse limite 6 meses). Para efeitos práticos, o importante é que a dor crônica não apresenta utilidade a qualquer processo biológico, ou seja, não apresenta propósito biológico, e não assume qualquer outra função senão a de causar sofrimento ao indivíduo, em seu aspecto mais amplo: físico, emocional e financeiro.

Muitas vezes, na dor crônica, o fator causal pode já não estar mais atuante ou não ser passível de remoção, sendo um exemplo importante à dor oncológica, que deve ser tratada como um processo patológico distinto, e não mais como apenas um sintoma.

Uma dor pode tornar-se crônica pelos mais variados motivos, mas ela certamente não tem mais uma função de alerta ou defesa. A dor crônica merece maior atenção por parte da medicina moderna, pois é a dor crônica que acaba com a qualidade de vida, é ela que limita a movimentação, a agilidade, a atividade e o bem-estar das pessoas.

As bursites podem ser decorrentes de traumatismos infecções, movimentos repetitivos, esforço excessivo, gota e artrite. Os sintomas mais comuns desse tipo de inflamação são: dor nas articulações, sensibilidade na região ao redor da articulação afetada, restrição de movimentos, inchaços ou vermelhidão na articulação, inflamação, rigidez e dor ao movimentar-se.

Tendinite e bursite podem ser confundidos facilmente, pois os dois ocorrem muito próximos e são inflamações seguidas de edema e dor. A tendinite ocorre no tendão, o tendão é o final de um músculo que se insere em um osso. O principal fator que leva a tendinite são os movimentos repetitivos, assim como na bursite, porém a diferença é que na tendinite a inflamação encontra-se no tendão e na bursite a inflamação encontra-se na Bursa articular.

O diagnóstico é realizado através de uma avaliação clínica, ultrassonografia ou ressonância magnética para bursite profunda.

O tratamento é através de aparelhos que amenizam a dor e a inflamação, podendo ser utilizados, também, métodos de alongamentos, técnicas para aumentar a mobilidade das articulações, exercícios de fortalecimento dos músculos da área afetada, objetivando assim o alívio da dor e atuando na prevenção da reincidência da patologia. O repouso e compressas de gelo são também formas de amenizar a dor e auxiliar no tratamento.

Após o tratamento fisioterapêutico é fundamental que o paciente continue algum tipo de atividade física com o objetivo de manter a articulação hidratada e a musculatura fortalecida, evitando novos quadros de bursite.

Para prevenir a bursite é necessário evitar movimentos repetitivos ou faça pausas regulares durante a realização; sempre mantenha uma boa postura corporal ao exercer atividades do dia-a-dia; pratique exercícios físicos e alongamentos antes de iniciá-los.

Morjana Figueiredo – Fisioterapeuta

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