O ataque a escola em Suzano tornou-se um assunto incessante e impossível de não ser falado.

Devemos falar mesmo, porque a única maneira de evitarmos que tragédias deste tipo continuem a acontecer é nos conscientizando da importância de falar, de buscarmos entendimento e informações.

A palavra é o único modo de elaborarmos. Com aquilo que vira palavra podemos fazer algo. Mas aquilo que não vira palavra, nos torna reféns dos acontecimentos.

Estamos nos tornando uma sociedade cada vez mais doente, com um estado emocional devastador.

As pesquisas apontam que nos últimos 15 anos, 1 em cada 5 crianças tem problemas de saúde mental, um aumento de 43% no TDAH foi observado, um aumento de 37% de depressões na adolescência e 200% na taxa de suicídio em crianças de 10 á 14 anos.

E a culpa é nossa, como pais e sociedade. Quando alegamos que cuidar das emoções é desnecessário, quando consultamos médicos, dentistas e especialistas no mínimo uma vez ao ano e nos negamos a ir ao psicólogo porque é “coisa pra gente louca”.

Quando desvalorizamos os sentimentos e necessidades emocionais das crianças, porque criança não tem querer, e dos adolescentes porque são taxados de “aborrecentes”, os jogando cada vez mais para o mundo digital, onde não incomodam e não precisam lidar com frustrações.

Quando dizemos que na nossa época não existia bulygin e outras coisas mais, mas nos tornamos adultos inseguros, ansiosos, depressivos e dependentes de remédios para dormir.

Essa tragédia nos chama a atenção para o quanto estamos nos colocando emocionalmente disponíveis para os nossos filhos, o quanto estamos nos dedicando não somente a educação e necessidades básicas, mas principalmente a torna-los seres humanos felizes e saudáveis, amados e respeitados.

Muito importante também que você defina limites e não se esqueça de que você é o capitão do navio.

Seus filhos se sentirão mais seguros sabendo que você está no controle do leme.

Camila Pastorini Psicóloga Clínica CRP 07/24495 (53) 99906-9241

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