Maiara Cristina da Silva

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A importância da alimentação nas diferentes fases da vida

Gestação

Nesta fase super importante as recomendações nutricionais consideraram as necessidades específicas de cada mulher, fundamentais para o desenvolvimento intra-uterino da criança, evitando o ganho de peso insuficiente e, consequentemente, o baixo peso ao nascer, partos prematuros e riscos no momento do parto. Pode se prevenir  também risco de sobrepeso (associado à pressão alta e eclampsia), bem como o diabetes gestacional e a anemia. As principais queixas (como náuseas, vômitos, azia etc…) pode ser amenizada ou melhorada com a orientação nutricional, que é indispensável para uma gestação mais saudável e tranquila para as mamães de plantão. Durante a lactação (período de amamentação), as necessidades nutricionais também merecem especial atenção, pois a nutriz precisa de mais energia, proteínas, vitaminas e minerais para manter sua saúde e produzir leite com qualidade e em quantidade suficiente para a saúde do  bebê.

Bebês (até 2 anos)

Recomenda-se o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida de modo a garantir proteção à saúde da criança. Como forma complementar de alimentação, o aleitamento deve seguir até os 2 anos. Nesta fase, os hábitos alimentares estão em construção, sendo fundamentais ações e orientações aos pais que estimulem o consumo de alimentos variados, dos diferentes grupos alimentares. É comum observar nas crianças uma falta de apetite, especialmente durante as refeições básicas (almoço e jantar), devido ao fácil acesso às guloseimas (balas, biscoitos, refrigerantes) e à alta incidência de infecções e verminoses. Desta forma, as crianças correm um maior risco de desenvolver doenças crônicas, como por exemplo diabetes, obesidade, devido a alimentação inadequada e exagerada em alimentos ricos de açúcares, gorduras e produtos industrializados. Sendo assim, a alimentação oferecida nos diferentes ambientes que a criança frequenta – creches, escolas, locais de lazer – deve ser sempre monitorada para garantir que ela tenha acesso a uma alimentação saudável.

Nutricionista Clínica Maiara Cristina – CRN10/6236

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Escolares (2 a 12 anos)

Nesta fase, as crianças já são capazes de escolher seus próprios alimentos, quando bem orientadas e estimuladas, normalmente, sentem apetite a toda hora. Por estarem em fase de crescimento, as exigências nutricionais dos escolares são altas, com especial atenção às necessidades hídricas (de água), pois o corpo das crianças pode ficar desidratado rapidamente, as vitaminas e minerais. A merenda escolar assume uma grande importância e deve ser constituída de alimentos saudáveis (frutas, verduras, leite, etc…). Como os hábitos alimentares ainda estão em construção, o consumo de alimentos industrializados (biscoitos, salgadinhos tipo chips, refrigerantes, chocolates, balas, sorvetes, etc…) deve ser reduzido e até desestimulado com maior freqüência.

Adolescentes (12 a 20 anos)

É neste período que o crescimento físico fica mais acelerado – acompanhado da maturação sexual e mental entre os adolescentes, sendo assim, as necessidades energéticas e nutricionais são altas. Como já são bastante independentes, os adolescentes costumam selecionar alimentos de baixo valor nutritivo e alta densidade calórica (alimentos industrializados, sanduíches, frituras, doces, refrigerantes, etc…). Nesse período, algumas questões merecem atenção especial, como os riscos de transtornos alimentares (anorexia, bulimia e compulsões), o baixo-peso, o sobrepeso, a obesidade, a anemia e a gravidez na adolescência, que, por sua vez, aumenta o risco de partos prematuros e crianças com baixo peso ao nascer.

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Adultos (20 a 60 anos)

A alimentação adequada do adulto é fundamental para a manutenção da saúde e do peso corporal, evitando o surgimento de doenças como diabetes, hipertensão, entre outras e além de carências nutricionais. Os requerimentos energéticos são estimados levando em consideração a prática de atividade física, a massa corporal e a idade, bem como o estado fisiológico (presença de patologias e gravidez ou lactação, no caso das mulheres).

Terceira Idade (a partir de 60 anos)

Os idosos nesta fase apresentam falta de apetite e baixo consumo de alimentos, o que pode ser corrigido com a oferta de alimentos com alta densidade energética (mais calóricos) e bem temperados. As dificuldades de mastigação, deglutição e digestão podem ser corrigidas com a oferta de alimentos com a consistência modificada (pastosa, branda, etc..) em refeições pouco volumosas, sempre analisando a necessidade de cada indivíduo. Podem surgir restrições de ordem médica, devidas à presença de algumas patologias (diabetes, hipertensão, insuficiência renal, cardiopatias, etc…), que precisam ser consideradas durante o planejamento alimentar.

Nutricionista Clínica Maiara Cristina – CRN10/6236